quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Papo de Botequim: Dão é ídolo?

"João Carlos Rocha, o popular Dão, foi um grande jogador do Avaí dos anos 90, possivelmente o maior.

O ex-camisa 11 avaiano esteve presente em grandes momentos da história do clube, sempre como um dos protagonistas, mas - coisas do futebol - quase nunca é mencionado como um dos ídolos do Avaí Futebol Clube.

Dão, "o bom baiano", foi campeão do Catarinense de 1997, formando o trio de ataque com Claudiomir e Jacaré.

No ano seguinte, em 1998, Dão foi campeão da Série C, conquista que nos orgulhará para sempre, fazendo parte do ataque ao lado do grande Paulo César. Neste ano, também fez parte do elenco campeão dos dois turnos do Campeonato Catarinense.

Em 1999, Dão, agora incontestavelmente o craque da equipe, marcou dois gols no clássico da Copa do Brasil, onde eliminamos o Figueirense, e também foi ícone da brilhante caminhada do Avaí no Catarinense daquele ano, sendo o melhor jogador da final do torneio, o "Assalto do Século", onde marcou o tento alviceleste - o que não foi anulado.

No mesmo ano, participou da campanha avaiana na Série B, sendo destaque daquele Avaí que terminaria eliminado pelo Bahia, de Uéslei.

Em 2000, o atleta disputou mais uma temporada com a camisa alviceleste.

Dão não era só um dos jogadores mais vitoriosos do Avaí. Ele era um símbolo do elenco avaiano. Ele representava o time do Avaí. Era uma espécie de Lauro, do Juventude, ou Sérgio Alves, do Ceará, atrelando seu próprio nome ao Avaí dos anos 90.

Seus feitos foram, por certo, suficientes para eternizar seu nome na história avaiana. Outros com menos conquistas e passagens marcantes que o bom baiano alcançaram o status de ídolo do clube alviceleste, e Dão o faria facilmente, cravando seu nome no hall dos maiores avaianos da história.

Acontece que, após toda essa bela história com o manto avaiano, Dão, no estágio derradeiro de sua carreira, optou por transferir-se ao cô-irmão do além-pontes, em busca do grande salário que aquelas letras o proporcionariam.

Não dando a devida importância para o impacto que isto causaria na sua imagem, foi jogar no maior rival do clube aonde ele havia feito história.

Já no time do estreito, Dão, quando jogando contra o Avaí no Clássico de 2001, onde se disputava o acesso à Série A, sofreu uma entrada violenta do volante avaiano Perivaldo, e saiu de maca.

Nunca me esquecerei: Quando era carregado pelos maqueiros, do lado de fora do campo, à frente da torcida avaiana, Dão sofreu uma chuva de moedas, acompanhadas dos tradicionais gritos de "mercenário!", e reagiu beijando o escudo do time da árvore.

Com aquele ato de ironia e escárnio, Dão, símbolo do Avaí dos anos 90, manchava seu nome para sempre perante a torcida do Leão da Ilha.

Para alguns, seus feitos o levaram ao status de ídolo azurra. Para outros, no entanto, o deslize cometido no fim da carreira pulverizou seu nome da história avaiana.

Afinal, Dão é ou não é ídolo do Avaí Futebol Clube?"

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Já aposentado e longe dos jogos oficiais, atualmente Dão investe na carreira profissional de seu filho, que já tentou jogar nas categorias de base do Figueirense, mas foi dispensado.


Dão é ídolo na cidade de Sento Sé, município do norte baiano, onde inclusive empresta seu nome a um torneio de futebol amador promovido pela prefeitura local, a Taça João Carlos Rocha (foto ao lado).

(Texto de Eduardo Roberge Goedert, blog VidAvaí.)

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11 comentários:

Sandro disse...

Pra mim não. Mercenário não tem vez. E não me venham dizer que não é mercenário, pois tinha uma linda história no AVAÍ e jogou tudo por terra ao transferir-se para o lado sujo da cidade.
Certamente seria um dos primeiros a colocarem os pés na calçada da fama azurra, indiscutivelmente foi um dos principais jogadores da sua época e dos melhores atacantes que vi no AVAÍ, mas sujou toda a sua carreira fazendo o que fez, justamente no final da carreira. Inclusive não votei nele no time dos sonhos por causa disto pois futebol ele tinha.
A grande maioria de AVAIANOS que converso tem o mesmo sentimento em relação ao Dão.
Dificilmente se vê a torcida comemorar uma jogada violenta, mas foi isto que vimos naquele jogo.
Foi um ídolo, hoje não representa nada.
Saudações Azurras,
Sandro

GutoAtherino disse...

Perivaldo, que nunca deveria ter vestido a camisa do Avaí, acabou por lesionar seriamente um adversário que nunca deveria ter deixado de vestir a camisa do Avaí. Que coisa!

Por sinal, foi nessa aí que o Dão quebrou a clavículo?! Lembro que pelo lado de lá ele teve várias contusões.

Respondendo à pergunta: não sei! Ídolo eu acho que não, um grande personagem da história sem dúvida.

Desce mais uma porção de aipim frito pra gente continuar o papo...

Abraço,
Guto

Felipe Matos disse...

Eu sou da mesma opinião, acho que estragou a histpória dele, jogou no ralo. Pode até defender o time do lado de lá (muitos grandes avaianos já jogaram), mas beijar o escudo é demais! Mercenário e ingrato!

Mas, acho que uma parcela da torcida ja o perdoou, ele foi o segundo atacante mais votado na nossa eleição do time dos sonhos, só ficou atrás de Jacaré!

Paulo disse...

Que vá para o lado dos estreitos !!! ele e as moedas, que deveria ter catado uma por uma, já que gostava tanto.

Mas é que em final de carreira, pintou uma boa proposta, e como todos, gosta mais de dinheiro que mulher de zona, e ainda acho que deveria ter ido para qualquer outro time, menos o rival !!!

RICARDO BORGES disse...

QUANDO JOGAVA NO AVAI ELE DISSE QUE GOSTARIA DE ENCERRAR A CARREIRA NO LEÃO DA ILHA, SEU TIME DA CORAÇÃO. AO SE TRANSFERIR PARA O COCÕ-IRMÃO E SE MACHUCAR NUM LANCE COM O PERIVALDO NA RESSACADA, ELE CUMPRIU A SUA PROMESSA: ENCERROU A SUA CARREIRA VITORIOSA NA RESSACADA, POIS DAQUELA CONTUSÃO EM DIANTE ELE NÃO JOGOU MAIS BOLINHA NENHUMA.

João Jr disse...

O Dão em sua passagem pelo Avaí jogou muita bola, era o melhor em campo frequentemente, um grande jogador. Mas quando saiu do Avaí e foi jogar no Estreito, andou falado mal do Avaí por lá e para a imprensa alvinegra, dizendo que o Avaí não pagava direito, que lá no Estreito a diferença de estrutura era impressionante, etc... Cuspiu no prato que comeu durante 4 anos praticamente, mostrou que não tinha tanto caráter assim. Devia ter ficado quieto e não menosprezar o Avaí e a sua torcida que sempre lhe tratou bem. Depois no episódio do clássico na Ressacada em 2001, onde ele saiu provocando a torcida, mostrou que o lugar dele era no time das Letras mesmo.

JAISON EDUARDO disse...

Claro que não,pra mim o cara tem que respeitar a camisa e ser homem coisa que ele não foi.

Anonymous disse...

Não é idolo justamente pelo que citase, lembro ainda que quando pequeno ele era meu maior idolo, alem de jacaré, Regis,Cesar Silva, LEMBRO TAMBÉM, QUE NO CLÁSSICO "ASSALTO DO SÉCULO" A TORCIDA DO AVAÍ CANTAVA,,, "RELEMBRAR É VIVER, O DÃO ACABO COM VOCÊ" , MUITO SHOW, EMOCIONANTE, é uma pena que o futebol tenha mudado tanto, ou foi a gente que ficou velho e ve as coisas de um modo diferente?

Hoje em dia continuo sendo sócio, mais não vou mais a ressacada, devido a uma briga, em que eu e minha esposa tivemos que sair correndo de lá, lamentavel, como vou poder levar minha filha ao estádio?

Sérgio

Felipe Matos disse...

ehehehe essa foi polêmica!!

Felipe Matos disse...

Spérgio, de uma nova chance a Ressacada, ultimamente as coisas andam bem tranquilas por lá, muitas crianças, mulheres e idosos! Mas, entendo a sua preocupação de pai!

Serjão disse...

Tudo que teria e deveria ser dito sobre esse mercenario ja foi dito. Pra mim foi o maior idolo e idiota dos ultimos tempo, e o bom, quem encerrou sua carreira foi alguem que ele tanto criticava quanto jogava no nosso time. Confirmando seu limitado cerebro, seu filho, que já tentou jogar nas categorias de base do Figueirense. Hahahaha... foi dispensado...hahahaha( quem mandou ser traira). Ser for um ser inteligente e tiver vergonha na cara nunca diga ou comente nada sobre o Avai. Depois de Zico e Roberto que assinou seu contrato com o Flamengo, foi a maior decepçao que tive na vida. De bom foi Abeneir, jogou pelo time de la, em fim de carreira dou seu ultimo suor a quem ajeitou sua aposentadoria junto ao INSS foi o Avai.